Quem sou eu?



Eu: Odeth (Vamo de Odeth mesmo, já que tenho problema com meu nome)
Idade: Não se pergunta a idade a uma dama
Apago as velinhas em: 22 de outubro
E-mail: lilikrug@gmail.com
Eu: * Sou metida a engraçadinha
* Sou um fenômeno da natureza (pelo meu histórico de vida, eu poderia ser pior)
* Sou causadora
* Tenho dias de Hebe (quando dou risada de tudo)
* Sou uma picanhona (uma carne muito gostosa com uma camadinha de gordura que da todo o sabor!)
* Falo de mim na 3ª pessoa
* Acho que se você é capaz de sorrir quando tudo deu errado é porque já descobriu em quem por a culpa
* Vou cuidar da minha saúde porque da minha vida as pessoas já tomam conta
* Acho que quem fala o que quer, ouve o que não quer
* Não volto ao normal nem a pau
* Acho que decepção nao mata, ensina a viver
* Acho que amores vão, amigos ficam
* Quando sou boa, sou boa. Quando sou má, sou melhor ainda
* Acho que quem me conhece, não me esquece (e não necessariamente acho isso uma coisa boa)
* Acho que fácil é falar de mim, o difícil é ser eu
* Mudo de opiniao sim, e daí? ("Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo)
* Nunca soube cantar "Índios"
* Toco bateria imaginária
* Acho que amigo é presente de Deus (Sim, eu acredito em Deus. Mas, não na igreja)
Odeth por Odeth: Estudante de Jornalismo que não pretende ser jornalista. Sou blythera, almodovariana, amelistica, oitentista, auto-divertida e legionária.
Wonderland: Sinto-me perdida, confusa. Tenho a impressão que vivo um pesadelo. O tempo parou e estou presa num mundo surreal. Não sei como cheguei aqui, onde estou e como faço para ir embora daqui. Minhas certezas com o passar do tempo tornaram-se dúvidas. As pessoas vivem me condenando por eu não ser igual aos outros. Meus amigos são a personificação de algo que não sei explicar. Vivo sonhando com um mundo de maravilhas. Quer mais chá?


Wishlist:
Assistir "Improvável" com Marianna Armellini como convidada
(Assistido e comprovado: a Mari é a melhor convidada do "Improvável")
DVD "Os Palhaços" - Federico Fellini
(Ganhei da Xiba. Documentário belíssimo)
Assistir "O Mágico de Nós"
Assistir "Midnight Clowns"
Assistir "As Olívias"
DVD "Comédia em Pé"
Livro "Biografia de João de Santo Cristo!
CD Paulo Miklos "Vou Ser Feliz E Ja Volto"
CD Dado Villa-Lobos "Jardim De Cactus" em estúdio
DVD "Mtv Ao Vivo Daniela Mercury"
Bolsa "I love Lucy"
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Livro "E O Palhaço O Que E?"
DVD "Alta Fidelidade"
DVD "Encontro Com o Acaso"
DVD "Os Pássaros"
Livro "Nunca Antes Na Historia Deste Pais" do Marcelo Tas
Livro "Mil Piadas Pra Twitter" do Paulo Tadeu
Livro "Peanuts - Tiras Diarias E Dominicais De 1950 A 1952" do Charles Schulz

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Créditos

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Agradeço: A Deus (que me deu a graça de existir), aos meus amigos e minha família (que são minha base, minha mais pura prova que o amor existe).



[Terça-feira, Outubro 13, 2009]



#Monicafail

Ainda continuo PUTA pela Carol não ter vencido o concurso de 8º elemento do CQC. Mas vamos falar um cadim mais do concurso.

Tiro no pé fudido o da produção do programa. Primeiro: se não seria o público quem escolheria o novo integrante pra que fazer um concurso aberto ao público? Porque sem essa de que a Mônica venceu na votação pelo público. Acompanhei a votação e a Carol claramente estava ganhando. Produção do CQC ta achando que é o que? Que é o Boninho pra manipular o resultado assim na cara dura?

Entendo aqueles que defendem a vitória da Mônica alegando que a produção do programa escolheu os repórteres que compõem o CQC e que tanto alegram ao público. Mas ao meu ver continua sendo algo diferente. Uma coisa é escolher repórteres para um programa que não foi ao ar. Outra bem diferente é modificar um programa que já está no ar. Concordo que o CQC precisava sim de uma mudança. De ares novos. Eu mesma já escrevi isso aqui: os eventuais desentendimentos entre os integrantes e a formula desgastadas de algumas piadas fazem o CQC evidentemente procurar novos rumos e se são muito bem vindos. Mas a serie de perguntas que deixaram a desejar com a vitória da Mônica estão ai.

Logo o CQC que apareceu no ar com uma proposta nova de programa estão se deixando levar por caminhos que outros programas e emissoras vão foram e que não deram certo. Estão se lixando para o público como todos os outros programas da t.v. aberta.

Não sou apenas eu. Muita gente tem questionado o concurso desde a saída do Paulão. E não é a penas uma meia dúzia de 3 ou 4 que tem feito barulho por muitos, como andam dizendo.

Se não vi as reportagens semi-finais da Mônica e do Paulão por causa da porcaria da NET (Fábio Porchat, te dedico), as reportagens finais da Mônica e da Carol fiz questão de assistir a todas. A edição claramente favoreceu a Mônica.

As piadas de sentidos sexuais da Mônica na final foi outro ponto de discussão que vi por ai. Em defesa dela vi muita gente falando que é uma questão de machismo porque quando o Cortez e o Andreoli fazem algo do tipo ninguém reclama. Minha opinião: eu fico muito constrangida sim com as piadas sexuais do Cortez. Só não vim aqui nesse blog reclamar disso porque o trabalho do Cortez no CQC é tão bom que se sobressai a essas piadas de gosto duvidoso. Já sobre o Andreoli prefiro não comentar. Não tenho o costume de assistir às reportagens dele. A mim não agrada o estilo do Andreoli (não só pelas piadas sexuais que costumam predominar em suas entrevistas – ao contrário do Cortez que faz isso esporadicamente), como também pelo fato da maioria das reportagens do Andreoli são sobre esportes, assunto que não tenho interesse algum.

Assisti a 2 matérias da Mônica depois de contratada. Sinceramente, assisti sem nenhum preconceito. A matéria dela nessa semana contradiz por completo a matéria da semana passada. Cada a Mônica saidinha que atira pra todos os lados? Quando ela está na Feira Erótica banca a santinha? Quando ela era o momento das piadas de cunho sexual, ela se transforma numa moça recatada. Sem graça e sem sal.

Com o perdão dos fãs da Mônica, mas dos 4 finalistas a Mônica é a mais fraca deles. Foi escolhida por ser a bonitinha. E não estou reclamando por reclamar. Estou desabafando porque sei que a Carol faria melhor. Aliais, qualquer um dos outros três finalistas teria feito bem melhor! ♥ Carol!!!

Meu beijo, Odeth


Bodado por Odeth
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[Terça-feira, Outubro 06, 2009]



No Piloto Automático

Esse texto era pra ser sobre moda... Mas fiz um fim de post sobre o “Improvável” e acabou que o fim do post ficou maior que o tema que deveria ter sido o principal. Então vamos de “Improvável” assistido ao vivo. As comparações entre “Improvável” e "Z.É. - Zenas Emprovisadas" eu deixo para um futuro (Deus queira que não tão distante).

O “Improvável” (não Improváveis porque Daniel fica puto), fui assistir a 5 apresentações do “Improvável” das 6 que tiveram aqui na roça. Então quero falar um pouquinho do que vi (aliais, revi, já tinha visto uma apresentação em Brasília) ao vivo em cores. Pode soar meio chato e repetitivo, mas: “Jogando no Quintal” é muito melhor que o “Improvável”. E em parte a culpa disso é o maledeto piloto automático.

(um pequeno grande parênteses aqui: essa expressão – piloto automático – eu tirei do livro da Leila Ferreira – “Leila Entrevista”, editora Autentica, 176 páginas – e eu achei perfeita para essa situação – Fim do parênteses).

Piloto automático é quando alguém tem alguma coisa a falar e fala sem emoção, sem o sentimento do momento. A pessoa simplesmente fala aquilo numa entonação que deixa transparecer que aquela fala é de gaveta. Aquela fala toda arrumadinha, guardada. Muitos jornalistas (a própria Leila Ferreira é um exemplo) reclamam que artistas quando dão entrevistas colocam-se no piloto automático. Os artistas se defendem dizendo que se põe no piloto automático por falta de criatividade dos jornalistas (que sempre fazem as mesmas perguntas). Para o leitor é muito fácil saber se a entrevista foi ou não no p.a. O texto acaba ficando também sem emoção. Péssimo! Mas pior que isso é piloto automático no teatro (já disse que amo teatro? já disse que foi a primeira forma de cultura que me apaixonei? já disse que a emoção do teatro é o motivo principal do meu amor? já disse que já fiz teatro? então tá! Cadê meu adesivo de “Eu ♥ Teatro”?). Entendo que para os Barbixas (meninos que eu só tenho elogios a fazer) e seus convidados o (maledeto) piloto automático seja uma forma de pular a parte chata (instruções de não utilizar máquina fotográfica, apresentações e outras “cositas más”) e ir logo pra parte legal (a improvisação), mas fica feio. E fica pior quando o convidado a MC (no caso o Bruno Motta) utiliza a mesma apresentação do seu stand-up para o “Improvável”.

(outro parênteses aqui. citando o “Comédia em Pé” que tem um trecho chamado “Eu Não Entendo” – onde eles falam coisas que eu não entendem – eu não entendo essas modas no teatro. as modas do momento são: ser MC e fazer stand-up, mas isso não quer dizer que qualquer pessoa ta apta a isso. aliais nem sei porque ainda insistem em fazer stand-up porque tentar ser melhor que Fábio Porchat é meio que impossível. não é porque é moda que qualquer um pode subir no palco e fazer. tanto pra stand-up o ritmo tem que ser no ponto certo. faló? fim do parênteses).

O piloto automático é algo que me irrita. No caso do Bruno o texto irrita não só por estar no p.a. (ele simplesmente pressupõe que poucas pessoas o viram no Altas Horas), mas por ser o mesmo do seu stand-up. PeloamordeDeus: que pessoa é essa que não separa uma apresentação solo de um mestre de cerimônias?

O espetáculo só perde para os pilotos automáticos. Por isso repito (algo que escrevi muito no twitter): Daniel Nascimento é o melhor MC do “Improvável”. Além das eventuais tiradas nos jogadores, por mais que ele tenha montado uma estrutura que se repete, ele tenta ao máximo fugir das respostas de gaveta.

Era isso... Post que vem Mônica e a Credibilidade Que Caiu!
Meu beijo, Odeth


Bodado por Odeth
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[Quarta-feira, Setembro 30, 2009]



#CQCfailday

CQC pra mim agora virou Credibilidade Que Caiu! Faça minhas as palavras da diva do stand-up, Nany People no twitter: "CARISMA é Carol. Mônica é marmelada! Parei com o CQC". Não, não deixarei de assistir o CQC como sua credibilidade o deixou, mas me nego a assistir as reportagens da Mônica. Só não abandono de vez o programa por causa do Rafael Cortez, o melhor repórter daquele programa...
No post de hoje resolvi coletar frases e citações do Twitter não só sobre o dia que o CQC fail, mas como geral. Possíveis comentários entre parênteses e em itálico.



@marcioballas A caminho do aeroporto internacional,preso na Marginal.Mais meia hora e eu rasgo a passagem de volta!.Aaaaaa
(“Não se váaaa... Não me abandone por favor... Sem você vou ficar loucaaaaa” rs...)

@nanypeople KKKKKK RT @benludmer "Mulher por mulher, vou voltar a assistir Hebe nas segundas..." kkkkkkkkkkkkk Ben bad Boy...kkkk
(Totalmente apoiado... Viva a Hebe... Vivaaaaaaa)

@Paulaovv trabalho em tv há 23 anos.Vale o que é editado.Do editado de mim X monica, acho que a monica tava melhor.Hoje acho que a Carol tava melhor!
(Esse é o Paulão. Tem como não amar?)

@babisej RT alguém tuita, por favor. o que eu escrevo ta dando até eco de tanta solidão. (@maguizinhaIcon_lock)

@babisej RT Agasalho é um troço que a gente usa quando nossos pais estão com frio... (@todebodeodeth)

@rafinhabastos hehe! Idiota, mas eu ri. RT @VaniaLacerda A verdadeira música gospel é o pa.god.
(#eurimuito)

@CrisWersom Mega ressaca...ontem consumi Faustão e Gugu em altas doses. Preciso parar de andar com a minha vó.
(Drogas pesadas)

@rosana #FollowFriday é igual a beijo na boca, não se pede. se ganha! (via @emiliomoreno)

@carolzoccoli Tem gente me chamando de feia. Isso é uma calúnia! Eu não sou feia, eu sou diferente.

@carolzoccoli (diferente de bonita).
(Huahaauahauahau... Essa é a Carol... Essa é a moça engraçada, divertida, inteligente e bem-humorada que o CQC não quis como 8ª integrante... )

@PensadoresFalam Inteligência do sistema Twitter: Eu sigo você e você não me segue? Azar seu... vou ficar muito mais informado que você!

@marcoluque RT @RaissaAzevedo: Eu riii! (viu Raissa?) RT @OCriador 11º mandamento: não postarás foto fazendo biquinho na internet.

@LeoJaime RT @assenheimer #frasequeodeio Gmail está temporariamente impossibilitado de acessar seus Contatos.

@sweetluly Pra fechar o dia: "São Pedro é bipolar"... kkkkkkkkkkkk... by @todebodeodeth lógico!! Figura!!

@Medeixaviver "Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo." (Luis Fernando Veríssimo)
(Precisa dizer que concordo em gênero, número e grau?)

@Paulaovv Paulão e Rogério fora do CQC a gente suporta. Mas Sitio do Pica Pau amarelo sem Emília é de foder! Socorro, Dona Benta!

@DaniloGentili Repetindo meu comentário sem graça de 3 semanas atrás: Em SP o dia tá tão feio q olhei pro céu e vi uma nuvem c/ a cara do Pedro de Lara.

@ciabarbixas Campanha: dê um tapa na nuca em quem chamar os Barbixas e o espetáculo Improvável de Improváveis. Começa hoje a campanha! Eu já dei! A.B.
(Como diz o Daniel, com a nova gramática, o “L” fica com som de “IS”... rs)

@fabiorabin Sábado a noite eu fui pra aquela balada... twitter mano...catei vários RT...tomei uns unfollow fiquei muito locco!

@clatogon Vendo o filme Vinicius cheguei numa conclusão sobre poesia. Poesia é o chocolate das artes: vai bem com tudo, mas puro pode ficar enjoativo.
(Cláudio Torres Gonzaga é um dos melhores humoristas da atualidade #prontofalei)

@lucasmachadorpg Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia. (Nietzsche)

@marco_goncalves @marcioballas se eu pudesse te seguiria 2 vezes mestre...
(Eu já sigo o mestre duas vezes... Lero-lero... rs)

@babisej RT Oh gente... Tenho uma antipatia dessa geração que acha que ser grosso é a mesma coisa que ter atitude... (@Medeixaviver @todebodeodeth)

@marco_goncalves Acho natural sentir sono às 03:58 , o que estou estranhando é essa vontade de por a roupa de mergulho

@rafinhabastos Qto + eu uso o computador, + feia fica a minha letra. Deixei 1 bilhete pra minha mulher q parece um pedido de ajuda em árabe.

@DaniloGentili Hj e o dia da independência, mas acho q esse monte de viciado no twitter não tem o q comemorar.

@FabioPorchat Em SP tem a Ayrton Senna. Bem que a Marginal poderia se chamar Rubinho. Ninguém anda nessa merda!

@angeladip adoro mapas!são tão misteriosos,nunca consigo decifrá-los....

@benludmer RT @rosana O Twitter é o Muro das Lamentações da Web. #Kotel [MUITO BOM!!!!!]

@kibeloco Pela última vez: o Gmail não vai trocar de nome para "Gfail", tá? É só boato. (@aperteoalt)

@revistamad Maldito gmail! Se fosse bom, não era de graça!

@clatogon Fui ao mercado pra compra de mês. Comprei varios pacotes de Maizena pra estocar. Afinal, amido é coisa pra se guardar.

@todebodeodeth RT @santoEvandro Errar é humano, perdoar è divino mas se vingar...é bem delicioso...

@AsOlivias Em Goiânia tem um "Residencial Orlando Morais" (!). MEDO de encontrarmos um "Condomínio Jorge Vercilo" em breve...

@DaniloGentili G1: "Em SP drogas são escondidas em notebooks." Eu já sabia disso faz tempo. Se chama Windows.

@AsOlivias O duro da pipoca de microondas é esse cheiro de CINEMARK que fica na cozinha por 1 semana...

@todebodeodeth "O twitter é como um patio de hospicio, cada um falando 'sozinho', eventualmente alguém responde"

@todebodeodeth "Eu gosto de números e você é o meu" foi OTEMO

@melhoresfrases "Quanto menos você falar, menos terá de desmentir depois." In Arthur Bloch (Editora Record)

@PensadoresFalam "Viver é como amar: todas as razões estão contra, mas a força de todos os instintos, a favor" (Samuel Butler)

@melhoresfrases A mensagem de erro é a vingança de seu computador contra você. In Joachim Graf (Editora Record)


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[Quinta-feira, Setembro 24, 2009]



Oxi...

Hoje não tem Z.É., não tem Improvável e nem moda (que por um acaso é o tema do próximo post)... Resolvi me pronunciar sobre o disse-me-disse a respeito do concurso pra 8º elemento do CQC...

Assisto ao programa já tem um tempo e muito me agrada... Já conhecia os trabalhos do Marcelo Tas, do Marco Luque e do Rafinha Bastos antes do CQC e os admirava muito. Com o CQC posso dizer que fiquei fã do Rafael Cortez. Pra mim é ele o melhor repórter do programa.

Segunda-feira estava eu feliz e contente (mega contente por sinal, já que estava torcendo pela Carol – Zoccoli – desde o começo) assistindo o CQC quando uma mega chuva apareceu nessa roça onde eu moro. A NET (solidarizando com o ódio do Porchat pela NET) caiu. :( Falhó. Fiquei sem tv e internet exatamente na hora em que iam começar as reportagens da Mônica e do Paulão. Liguei o foda-se (a Carol já tinha eliminado o Morgado e pra mim tava ótimo) e fui ler um livro. Vi por alto as reportagens do Paulão e da Mônica nos dias seguintes. Então a minha base pra escrever esse texto é sobre os desempenhos do Paulão e da Mônica nas outras etapas.

Ficou claro que o Morgado foi eliminado não só pelo disse-me-disse que surgiu que se ele ganhasse seria marmelada, mas como também para que a final fosse composta de duas mulheres. No que eu me baseio pra dizer isso? Quando começaram a anunciar o concurso já tinha ficado claro pra mim que: 1- quem ganharia seria uma mulher e 2- essa merda de concurso ia dar pano pra manga no mal sentindo da expressão. Não sei se as pessoas se lembram, mas há um tempo atrás o bate papo UOL recebeu como convidados Marcelo Tas e Marco Luque. Os dois foram bombardeados com perguntas do tipo: “por que não tem mulher no CQC?”. Então era óbvio que o 8º elemento do CQC seria uma mulher. O pano pra manga eu percebi que ia render quando me dei conta de que um concurso aberto que durasse o tempo que durou só ia causar mais e mais polemica enquanto o concurso estivesse no ar.

Foi injusto a saída do Paulão? Foi. No entanto acho que foi melhor assim. Com certeza que o Paulão é melhor que a Mônica. Paulão tem atitude e a Mônica é bem mosca mortinha. A intenção da produção do CQC ao meu ver era ter certeza que uma mulher seria a 8ª integrante do CQC. Erro da produção: não deixar isso claro. E outra: o Paulão por mais foda que seja, não tem o perfil do Programa.

Aos que acusam o programa de ter feito esse concurso ser uma bobagem dizendo que não se mexe em time que está ganhando tenho a dizer que o time não estava assim tão bom. O “personagem” que o Marco Luque inventou pra apresentar o programa foi genial. Contudo a formula ficou repetitiva demais. Acabou ficando chato ter que assistir ao programa e ter que ver o Luque falando aquelas coisas idiotas. Eu digo isso por mim: fico enjoada de ver o Luque forçando a barra pra parecer burro e perdido. Outro indicio de que o barco estava remando contra o vento era as constantes defesas que Rafael Cortez fazia das acusações do Tas a respeito de sua sexualidade. Um 8º elemento veio no momento certo.

O troço desandou, mas de forma alguma me faz desacreditar na credibilidade do programa. Acho que no naipe que as coisas andam na tv aberta, o CQC ainda é a melhor opção de programa. E algo me diz que vai continuar sendo e melhor opção (pra não dizer a única) durante muito tempo.
Carol, baixinha, força que essa é tua. Guria porreta, com garra. Tem o perfil do CQC e tem muito a acrescentar ao programa.

Me despeço com dois vídeos da alegria dos meus começos de noite: o Programa Novo (exibido pela Cultura de segunda a sexta das 18h às 19:30h) com a participação do “Jogando no Quintal” (todos os dias):



Mandei através da caixinha do “Jogando” no site do Programa Novo “Tamanduá Humano” (nome de uma música da Banda Gigante - banda do Fonseca, da Rubra e do Manjericão)... O Zé escolheu e o Chabilson fez na prova dos 10 segundos... A música que o Pelanca toca é “Tamanduá humano”...



Mandei através da caixinha do “Jogando” no site do Programa Novo “Stefhany, a asbsoluta”... A Roberta escolheu... Chabilson e Olímpio fizeram na prova dos 10 segundos...



Mandei através da caixinha do “Jogando” no site do Programa Novo "Não Pare Na Pista" (nome de música do Raul Seixas regravada pela Banga Gigante - banda do Fonseca, da Rubra e do Manjericão)... João Grandão escolheu... Chabilson e Olímpio fizeram na prova 5 a 2...

No mais era isso... Meu beijo, Odeth


Bodado por Odeth
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[Segunda-feira, Setembro 14, 2009]



Sei que prometi um post sobre o "Z.É. - Zenas Emprovisadas" e o “Improvável”, mas como acabo de entregar minha coluna (“Sei lá... Quem sabe...” – a coluna já foi entregue, publicada, comentada e cá estou eu enrolando a beça pra escrever) do site (www.blythe.com.br) sobre humor resolvi deixar o assunto um pouco no arquivo. Ou quem sabe eu não acabe falando nesse post mesmo um pouco sobre humor. Dei-me conta de que toda vez que sento para escrever com uma idéia pré-fabricada, dou com os burros n’água. Foi assim quando o André sugeriu que eu escrevesse o que eu achava falido no Jornalismo. Acabei escrevendo e me dando conta de que o problema não era o Jornalismo, mas sim a falta de brilho nos olhos que eu tinha com ele (o Jornalismo em momento algum me deu o brilho nos olhos do teatro ou da escrita). Quando me propus a escrever sobre o “Quinta Categoria” lá foi a vaca indo pro brejo de novo. A intenção do texto era falar sobre o (Marcos) Mion, mas a o escrever me dei conta que o problema era a emissora onde o programa é exibido (a MTV). Hoje sem pretensão alguma quero falar do cinema.
Sou uma cinéfila de araque. Dei-me conta disso quando chegamos ao meio do ano de 2009 e percebi que tinha marcado presença mais nos teatros do que nos cinemas (sugestivo, não?). Só na Campanha (de Popularização do Teatro e da Dança), compareci em 5 peças diferentes. Pausa para reflexão: me propus a escrever sobre o cinema e até agora só falei sobre o teatro. #Abafa (olha a vaca indo pro brejo de novo).

Cinema foi um dos últimos itens de cultura que me atraiu. E ironicamente o primeiro pelo qual me apaixonei foi o teatro (antes mesmo que a música). Lembro-me de que eu com 7/8 anos já era apaixonada pelo teatro. Não é a toa que aos 11 anos lá estava eu fazendo teatro. Depois vieram o gosto pela música, pelas artes plásticas (tendo em vista que praticamente nasci numa galeria, o gosto veio meio tarde), pela literatura (um anjo chamado Ângela entrou em minha vida), pela dança (lá fui eu fazer balé – como sou inquieta, não durou muito). O cinema confesso que comecei a gostar devido à insistência de minha mãe, cinéfila de carteirinha. Apaixonei-me com o cinema através de um filme australiano chamado Muriel's Wedding. O filme é de 1994. Vi no cinema e sai encantada com aquela história. Pensei: é essa a magia. É por isso que minha mãe vive enfurnada no cinema: histórias que tem o poder de nos tocar apesar se serem exibidas numa tela tão fria. Era isso. A atriz que vive a protagonista, a carismática Muriel é ninguém mais, ninguém menos que hoje minha atriz preferida, Toni Collette.

Quando minha mãe se foi, o jeito que achei estar mais próxima dela era indo ao cinema. Assistindo a filmes que provavelmente comentaríamos muito. Cinema era um dos nossos programas preferidos. Lembro de filmes que marcaram nossas idas. E que hoje me agradam mais por trazer a lembrança de minha mãe, do que por serem bons. Lembro que minha mãe chorou assistindo a “Uma Babá Quase Perfeita”. Eu tive sono. Ambas odiamos “Corpo Fechado”. Achamos um filme preconceituoso. Fui com ela assistir uma bobagem chamada “Náufrago” por causa da Helen Hunt. O filme detestável rendeu conversar por causa da bola Wilson. Adoramos “Prenda-me Se For Capaz”. Outro filme que rendeu conversas. Contudo nada bate Alladim. Vimos 3 vezes juntas.

Minha mãe deixara pra trás uma pessoa encantada com o cinema. E alguns filmes marcaram minha alma para sempre. A primeira vez que assisti “Le fabuleux destin d'Amélie Poulain” meu olho brilhava. Tempos depois fazendo uma reflexão sobre o filme tenho a dizer que o que me encanta na verdade não é a fotografia, não são as cores e nem propriamente a história lindinha que é contada, mas sim a genialidade do diretor Jean-Pierre Jeunet. Apenas um gênio tem a capacidade de pegar uma atriz sem talento e carisma como Audrey Tautou e a transformar num ícone da atualidade. Quem já assistiu outros filmes de Tautou sabe que não estou mentindo. É uma atriz sem expressão, sem carisma. O brilho da atriz no filme se deve ao fato que mesmo sendo a protagonista, Amélie tem poucas falas no filme. A história em sua maioria é contada através do narrador. Não é a toa que no filme um simples boneco de gesso, rouba a cena. Quantas das pessoas que gostam de “Le fabuleux destin d'Amélie Poulain” e se encantam pelo gnomo viajante?

Como disse Ludmila uma vez, sou mulher de um diretor só. Almodóvar é minha paixão. Todos os filmes que já vi dele são encantadores, apaixonantes, marcantes. Protagonistas, personagens respiradores (que dão fôlego ao filme): isso é Almodóvar. Desde o primeiro filme dele que assisti, “Kika”, fiquei fascinada. Outros vieram: “Matador”, “Mulheres a beira de um ataque de nervos”, “Ata-me”, “Tudo sobre minha mãe”, “A lei do desejo”, “Carne tremula”, “Má educação”, “Maus hábitos”. Fui assistir“Volver” no cinema. Saí do cinema emocionadíssima. Entretanto é por “Fale com ela” que meu coração bate. O filme que fala dos muitos tipos de amores, me fascinou. Um filme de protagonistas masculinos. Justo de Almodóvar, que é conhecido por suas mulheres/atrizes. Sei que o diretor queria Roberto Benigni para o papel de Benigno (daí vem o nome do personagem), mas pra mim não vejo outra pessoa que não o Javier Câmara como protagonista desse... Filme? “Fale com ela” não é um filme, é uma poesia. Um filme que tinha tudo pra dar errado e deu muito certo.

Outros filmes que me marcaram foram: “Pequena Miss Sunshine” (me atrevo a diver que é o melhor filme da Toni – elenco com uma química perfeita), “Policarpo Quaresma – O Herói do Brasil” (a cena de Paulo José abraçando a terra é uma das mais lindas da histórias do cinema BR), “Minha Vida Em Cor-de-Rosa” (impossível não se apaixonar pela história de Ludovic), “Doutores da alegria” (não preciso nem fazer comentários, né?), “Nascidos em Bordéis” (uma lição de vida), “Memórias Póstumas” (Brás é um dos meus personagens preferidos do mundo todo), “Alô Amigos” (o politicamente incorreto nunca foi tão divertido), “Deu a Louca na Chapeuzinho” (o que era pra ser um simples filme infantil se transformou numa crítica ferrenha à imprensa), “Um Corpo Que Cai” (Hitchcock mostra sua força), “Grande Hotel” (talvez um dos filmes mais engraçados que já vi na vida – quem não ri com o quadro dos pestinhas, não há de rir de nada nessa vida) e por ai vai...

Não poderia fazer um post sobre filmes e não citar os filmes que de alguma forma contam com a presença (seja atuando ou dirigindo) de Woody Allen. A idéia do roteiro de “Dorminhoco” já acho genial. “Contos de Nova York” é reflexivo. “O que há, Gatinha?” é talvez um dos filmes mais surreais que vi. “Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” traz a hilariante cena de Woody vestido de espermatozóide. E “Dirigindo no Escuro” é presente pra quem gosta de rir e refletir.

Vergonhosamente reconheço minha lentidão para terminar esse post. Falar de “Fale com Ela” e de minha mãe me empacaram. Certas emoções não há palavras para descrever. Por horas o maçante ritmo que minha vida acadêmica anda me levando à preguiça de escrever. Por outro lado as coisas andam agitadas. Viciada nos encontros das bundudas. Um mais divertido que outro. Viciada também estou num treco chamado “FarmVille” (aplicativo do Facebook). Fico lá eu no meio de Pafúncios (eu tinha um coelho de verdade chamado Pafúncio), Marlúcias (Marlúcia é minha galinha de pelúcia – Ângela ainda vai me dar um cocão por ter batizado uma galinha com nome de uma personagem dela), Giseldas (Giselda era a ovelha virtual do programa “Garganta e Torcicolo” que a MTV Brasil exibia nos idos de 1990 e lá vai bolinha com apresentação do João Gordo), plantando, colhendo e enviando gifs virtuais pros meus amigos fazendeiros. Claro a doença mor: twitter, ajuda. Minha ausência também se justifica pela futura presença do “Improvável” na roça tem movimentado a turma (fora a excelente primeira mostra de stand-up comedy que tivemos que foi show de bola). Mesmo que eu ache o “Jogando no Quintal” (que agora bate ponto de segunda a sexta no “Programa Novo” das 18h às 19:30h na TV Cultura) infinitamente melhor, o “Improvável” já me rendeu boas risadas. E espero que renda mais. E outro grande motivo da minha ausência foi a formatura da minha turma (não minha). Apesar dos arranca-rabos, das brigas; foram 4 anos de convivência. Tivemos excelentes momentos juntos. Muitas piadas internas. Muitos hits nasceram. Rs. O saldo foi positivo. E foi isso...

Desligo agora para tentar apressar minha nova coluna pro site. Já tomei um puxão de orelha de DonAna hoje pela lentidão em entregar a coluna. Rs... "Z.É. - Zenas Emprovisadas" e o “Improvável” ficam pra próxima (quem sabe).

Zilhões de smacks, Odeth


Bodado por Odeth
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[Quarta-feira, Agosto 05, 2009]



Musos e Divas Clowns

Bom, em primeiro lugar informo que essa é a última vez (esse ano ao menos) que mudo de blog. Simples assim. A mudança de blog se deu devido ao tema desse primeiro texto: "Jogando no Quintal". Fui então rebatizada como Odeth (na verdade Odete, o th foi por minha conta - aliáis por conta do bode, mas isso já é outra história – que nada tem a ver com o “Jogando”) pelo Paulo Federal (palhaço Adão) e me afeiçoei ao novo nome. Nesse meio tempo (entre o último post no blog antigo e esse post) tanta coisa aconteceu. No entanto, como assisti a 4 apresentações seguidas do "Jogando" (4 seguidas e no total já marquei presença na platéia 6 vezes), o texto então previsto pra estréia do novo blog, mudou de olhar. Antes de qualquer coisa quero deixar dois avisos. O primeiro é que esse texto é uma homenagem à Paola Musatti (se por um acaso a Paola achar esse texto na internet, é dedicado a ela). E em segundo lugar, se você, leitor, por um acaso tem horror a textos melosos, pare de ler aqui. Esse texto é de uma pessoa apaixonada... Apaixonada pelo espetáculo, pela banda, pelos palhaços... E como todo texto de uma pessoa apaixonada, é meloso à beça.

Se você ainda está comigo, começamos. A minha intenção de estréia pra esse novo cantinho era fazer um texto comparando os três maiores e mais conhecidos espetáculos de improvisação do Brasil: "Improvável", "Z.É. - Zenas Emprovisadas" e o "Jogando no Quintal”. Era falar sobre as suas diferenças (parecem ser a mesma coisa, mas não são - ao menos no meu ponto de vista são completamente diferentes um do outro), suas qualidades e seus defeitos. No entanto, como no meu post sobre os Barbixas na MTV, quando eu disse que Marcio Ballas merecia um post só pra ele, a mesma regra vale pra criatura: "Jogando no Quintal". Na verdade cada um dos palhaços do "Jogando" merece um post próprio. Como sei que se isso acontecer, vai ser um festival de enrolação (igual tem sido com "Sei lá, quem sabe" - minha coluna no site da DonAna) e termino de falar de todos os palhaços lá por 2015. Mas o fato é que o "Jogando no Quintal" merece um post próprio. Então, deixemos o "Improvável"e o "Z.É. - Zenas Emprovisadas" pra um futuro não tão distante (assim espero ao menos... rs).

Descobri o "Jogando no Quintal" através do Marcio Ballas em suas participações como convidado do "Improvável". Assim como outros convidados do "Improvável", lá fui eu tentar descobrir de onde havia surgido Marcio Ballas. Cavucando, cheguei nos "Doutores da Alegria" (descobri site, blog, flickr, filme e meu atual sonho em assistir: Midnight Clowns) e cavucando mais, cheguei no "Jogando no Quintal". Assisti alguns vídeos do espetáculo no You Tube e fiquei curiosa. Na primeira oportunidade, lá fui eu arrastar minhas amigas (Ei Dri! EI GPS!) para ver o que aqueles palhaços tinham a oferecer. Sai da primeira apresentação já apaixonada. Ao vivo eles eram tão bons quanto nos vídeos. Tive vontade de me aprofundar no mundo clown. No You Tube achei um programa do "Lugar Incomum" (na época ainda apresentado por Didi Wagner e ainda no Brasil) que entre outras maravilhas do mundo clown, está o... "Jogando no Quintal"... Ooooooooooooohhhhhhh (coisa infame tentar fazer piada em um texto meloso)... Uma das dicas do programa foi "O Livro do Palhaço" (de Claudio Thebas - sim, Olímpio que "tem os olhos no coração e o coração nos olhos", Cia das Letrinhas). Devorei o livro e se possível me vi ainda mais encantada. Claudio descreve o palhaço com uma sensibilidade e beleza tão grande que dá até vontade de se tornar um (confesso que a falta de brilho nos olhos com o Jornalismo cada vez me dá mais saudade do teatro). Quando o "Improvável" esteve em Brasília com dois dos mais adoráveis jogadores do "Jogando" (Allan Benatti e Marco Gonçalves) lá fui eu atrás assistir. "Jogando" em 4 apresentações no Rio? Desculpa perfeita pra rever minha cidade linda e maravilhosa. 4 maravilhosas apresentações. Maravilhosos palhaços.

Não há palavras para descrever o "Jogando no Quintal". Qualquer coisa que se lê no site do espetáculo (jogandonoquintal.com.br) ou em qualquer outro lugar será muito pouco para explicar o que acontece no palco. Quero apenas nesse texto citar alguns dos meus adoráveis palhaços preferidos. Primeiro quem me levou ao "Jogando", o criador: Marcio Ballas. Candy-man. Ballas dá vida à delícia do "Jogando no Quintal": o palhaço João Grandão ("João Grandão é grande mesmo" - Não é possível que apenas eu na face da terra que ache esse nome pornográfico, mas como diz a Crau, PULA). Foi com João Grandão que parei de ter medo de palhaço. E como já havia escrito no blog antigo, Marcio Ballas há de me perdoar quando escrevo sobre João Grandão como se fosse outra pessoa, mas é que o palhaço que ele criou é tão apaixonante... Seguindo uma das frases sugeridas pela platéia em um dos vídeos do “Jogando no Quintal” no You Tube: João Grandão, "e na boléia do meu caminhão capotei nas curvas do seu coração". Paola Musatti (a quem esse texto é dedicado - e mais abaixo explico o motivo) é a diva, a musa clown. Paola com toda delicadeza do mundo dá vida à palhaça Manela ("Manela é pura geléia" - O melhor é a cara dela depois que a banda diz isso). Lembro que logo depois das duas primeiras apresentações que assisti do "Jogando" conversando com uma amiga, cheguei a seguinte conclusão: sabe aquelas pessoas que a gente tem vontade de colocar num potinho? Gente em conserva: assim é a Paola. Paola une com toda elegância o fazer gargalhar do palhaço (com o jeito de menina moleca) com uma delicadeza enorme. Paulo Federal é Adão ("O palhaço em construção" ou "O primeiro palhaço do mundo" - Adoro ambas definições). O melhor juiz do "Jogando". Paulo além de ter me rebatizado, protagonizou uma cena para me rebatizar que nunca vou esquecer (mesmo com o meu cérebro que usa memória RAM). Quando me negei a falar meu nome pra ele e a platéia riu, foi do Paulo a melhor frase: "Vai ver ela ainda tá escolhendo um nome, gente. Posso te chamar de Odete?". Fiz sinal de positivo com o dedo e assim foi. Luciana Lopes é a graça leve como a palhaça Rubra ("A palhaça poliglota" - Poliglota e polivalente). Lú é a blythe Casual Affair de carne e osso. O pozinho mágico da Takara em seres humanos (e não que assim seja o "Jogando no Quintal" todo). Lú arrebenta na bateria. A alma da Banda Gigante. Marco Gonçalves é Fonseca ("Fonseca, desentupa-se" - Queria saber de onde surgiu essa idéia de um desentupidor na cabeça, mas PULA). Ouvindo Marcão tocar e cantar "Tamanduá Humano" - música infantil da Banda Gigante - pensei: esse cara é phoda (com ph mesmo). A melhor imagem de Marcão que eu tenho é ele no "Improvável" fazendo um peixe (e o Andy como uma minhoca). Marcão é o peixinho glub glub. Allan Benatti dá vida ao Chabilson ("Direto dos embalos de sábado a noite" - Eu diria os embalos de quinta, sexta, sábado e domingo a noite... rs). O tchuco. Como explicar Allan? Allan não se explica, se sente. A doçura do ser humano em pessoa. Chabilson é um dos melhores nomes de palhaço que vi na vida (sou do tempo que palhaço tinha nome de Atchim, Espirro, Bozo). César Gouvêa encarna Cizar Parker (“Que é ser humano e não hotel” – uma das melhores frases de apresentação na minha – ainda que humilde – opinião). Tem colocar um homem alto desses num potinho? César é a essência do que todo palhaço devia ser.

Por um acaso quando comecei a falar dos palhaços comecei com um dos criadores do “Jogando” e terminei com o outro criador (as mentes que trabalham para o bem). Uma fala do César (Gouvêa) no espetáculo que muito me encanta é quando ele cita que o palhaço tem a esperança de que um sorriso possa mudar o mundo. Isso me encanta e me emociona. Concordo em gênero, número e grau com ele. E acredito que ninguém precisa ser palhaço pra acreditar que um sorriso possa fazer a diferença (eu não sou palhaça – ao menos como profissão – e acredito fielmente nisso). Nesse contexto é até engraçado quando em tom de falsa modéstia o (Márcio) Ballas fala que “vocês vão sair do espetáculo não acreditando que eles estão há 7 anos em cartaz com essa porcaria”. Por mais que o espetáculo dependa da platéia (e acredito que não precisa ser um espetáculo de improvisação pra que a platéia funcione como ponto chave – Eu por exemplo assisti o Bruce encenar o Renato 4 vezes – fã é foda - com o mesmo texto e de acordo com o tom da platéia o texto me parecia completamente diferente e novo), ali só há palhaços de alto nível. Não só os aqui citados, mas como todos os outros. Talentosos pra caramba. Merecem todos os aplausos do mundo. A vantagem que vejo nesse tipo de espetáculo de improvisação é que a graça nem sempre está na piada, mas no bastidor da piada (algo que acho pouco provável de acontecer com não palhaços). As vezes a graça não está na cena sendo feita, mas sim o que levou a ela ser construída. Como diz miss Tina Monteiro (aquele azedume do meu coração), é uma pena que eu não esteja de chapéu, porque se tivesse, nesse momento eu o tiraria pra essas fofuras do “Jogando no Quintal”. E uma advertência vem do César no documentário do “Doutores da Alegria”: “um palhaço ruim pode fazer mal a sua saúde”.

Esse texto, como já mencionei, é uma homenagem à Paola Musatti. Ao final do “Jogando”, independente de qual time vença, todos os “atletas” são premiados. O “prêmio” na verdade é a velha piada do palhaço levando uma tortada na cara. Sei que é uma piada boa (apesar de batida), mas pra mim só há graça se praticada entre palhaços. No entanto não condeno quem entra na brincadeira (afinal são os próprios palhaços que escolhem de quem levarão as tortadas), mas não me vejo dando tortada na cara de ninguém. Ainda mais em figuras que tanto me alegram (talvez eu desse uma tortada na fuça do infeliz que denunciou o flickr da Crau). Desde a primeira vez que assisti o “Jogando” torci feito condenada para não ser chamada pra tortada. Falhó! Ao fim do 4º dia do espetáculo no Rio, Manela (justo minha palhaça preferida) me chamou pra tortada. Cheguei por um segundo a ficar dividida: entre aquele rosto doce da Paola me pedindo e a realidade: eu iria amarelar com certeza (me pergunto agora se nesses 7 anos de espetáculo alguém há de ter amarelado e não quis dar tortada depois de subir no palco). No fim fiquei com a consciência pesada. Por isso esse texto é dedicado a ela. É quase que um pedido de desculpas.

Termino o post de hoje com uma das expressões que mais repetito no meu Twitter: Quer rir? Jogando no Quintal!
Para maiores informações:
Agenda e informações “Jogando no Quintal”: http://www.jogandonoquintal.com.br
“Jogando no Quintal” no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=374044
“Jogando no Quintal” no You Tube: http://www.youtube.com/user/CiaDoQuintal
“Jogando no Quintal” no “Lugar Incomum”:
Jogando no Quintal no programa da Didi tk1
Jogando no Quintal no programa da Didi tk2
Jogando no Quintal no programa da Didi tk3
Jogando no Quintal no programa da Didi tk4
Mais comunidades no Orkut:
Fonseca (Marco Gonçalves)
Chabilson - É sangue nozóio!
Adoro o Manjericao
Olímpioooooooooooooooo!!!
Rubra - a palhaça poliglota!
João Grandão é O palhaço!!
Adão - o palhaço em construção
Manela é Pura Geléia!!!
Hooligans Cotoxó - C.R.C.
Quer rir?? Jogando no Quintal!
eu adoro jogando no quintal
Banda Gigante
Banda Gigante
I love jogando no quintal
O livro do palhaço

Meu beijo, Odeth



Bodado por Odeth
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